Juliano Cazarré é capa da revista GQ

Ator revela como a intensidade em cena afeta a sua vida familiar

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Gente linda e querida,

Desde outubro, o ator global Juliano Cazarré interpreta o garimpeiro Mariano na novela das 21h, O Outro Lado do Paraíso.

O personagem de índole duvidosa oscila entre o estereótipo de machão ao mesmo tempo em que não esconde traços de sensibilidade, doçura e paixões sinceras.

Em entrevista exclusiva à GQ, Juliano fala sobre a necessidade de um mundo mais sensível e mostra que, tanto na atuação como em sua vida pessoal, é possível desenvolver o equilíbrio exato entre a virilidade e a feminilidade.

Confira abaixo os principais trechos da reportagem.

“Às vezes sobra um pouco do Mariano em casa”, diz Juliano Cazarré

Sobre o homem na atuação contemporânea:

“Acho que esse é o novo estereótipo do homem nas tramas. Aquele MACHAO (diz com voz grave) sem sentimentos não existe e não há mais interesse em cultivar esse personagem. Na atuação contemporânea, o homem é quase sempre representado com um ser cansado, fraco, débil… E isso não é uma reclamação. O homem está mesmo cansado, mas ele está se permitindo chorar, quebrar,  pedir ajuda”.Juliano Cazarré (Foto: Mar+vin)

Sobre a necessidade de um mundo com maior protagonismo feminino:

“Acho que a gente precisa caminhar para um mundo com uma maior presença do feminino, um mundo mais sensível, capaz de amar, perdoar, se expressar. Homens e mulheres são capazes, mas acho que elas vão trazer isso com mais intensidade, conforme o planeta lhes der mais cargos, voz, espaço e visibilidade”.

Sobre o papel do homem nessa mudança:

“Olha, eu sou filho de uma sociedade machista, e sei que o machismo pode aparecer em mim – não o machismo de agressão, da violência, mas sim os pequenos machismos. Tento identificar e eliminar logo, pedir desculpa. É a piada com os amigos, sacou? Isso pode ser eliminado sem dor. A vida não vai ficar mais sem graça ou pior se você não falar que a mina é uma galinha, que ela fez isso e fez aquilo…”.

Juliano Cazarré (Foto: Mar+vin)

Quando questionado se ainda existe espaço para rebeldia em sua vida:

“Claro, mas com o tempo ela vai ficando mais inteligente, mais profunda e menos pueril. Quando a gente é jovem, tem a nudez, o palavrão, o enfrentamento, mas aí fica mais velho e a rebeldia é contra coisas mais graves. Com tanto Trump, Kim Jong-un, merda no Brasil e no mundo, não dá pra perder tempo com o que é supérfluo”.

“Eu passo pela catraca do Projac e já viro Mariano. Começo a falar na voz dele, com os ditados populares. Porém, quando você faz uma cena em que é xingado, você chega em casa xingado. Essas coisas acontecem num nível energético. Você absorveu aquilo, acaba sobrando (algo do personagem)”, conta.

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